Estava eu conversando com uma amiga a respeito da influência das drogas na capacidade criativa. Falamos então sobre como sabia-se que, sob o efeito de certas substâncias ilícitas, o inconsciente se apodera do indivíduo e o resultado do que se cria é muito mais original do que seria sem a "mãozinha" da química. Prova disso são os trabalhos de muitos músicos (Beatles e mais um milhão) e artistas plásticos (só mencionei essas duas expressões artísticas, pois meu conhecimento a respeito
disso é ainda mais limitado), como Basquiat.
Veio então à minha cabeça, uma indagação de molho há muito tempo: será que podemos avaliar o talento de um artista através de obras realizadas com a interferência de alucinógenos? Afinal, quem executa a obra nessas circunstâncias, é o subconsciente do artista e não ele, "ao natural", ou seja, lúcido. É incontestável que essa área da nossa mente é parte de nós, bem como o consciente. No entanto, aquele é justamente aquilo em que somos equivalentes , em termos de criatividade (um exemplo disso seriam os sonhos, que repleto de elementos em que nunca pensaríamos quando cônscios). Logo, sob o efeito da maconha, entre outras substâncias ainda mais "poderosas" , somos capazes de descobrir Picassos dentro de nós, tamanho o potencial criativo que suponho desconhecermos (nem todos, é lógico...).
Assim, afirmar que uma obra de arte originada do inconsciente de alguém é incrível, sensacional, mega expressiva, fantástica, poética, intensa, etc, etc, é, segundo Cindi, aceitável. Por outra perspectiva, atribuir a genialidade ao artista que a executou naqueças condições, não me parece justo. Logo, penso que grande mesmo é quem consegue, espontaneamente, digo, lucidamente, transverter o subconsciente para uma obra. Em outras palavras: ser criativo é não precisar daquela "ajudinha" para pôr, sem medo, no papel (ou na mídia que se preferir) o que vier à cabeça.
PS: Eu não odeio os Beatles, nem o Basquiat. Só acho eles meio trapaceiros....
PS II: Utilizei os termos "inconsciente" e "subconsciente" como sinônimos, pois sempre compreendi-os assim. Fui posteriormente pesquisar os significados e não entendi bem do que se tratam. Aceito correções/explicações.
3 comments:
Já li uma publicação científica sobre isso e não parece que adiante muito usar alucinógenos. O cara trabalha mais, claro, mas o que a surpresa daqui destrói o rigorismo dali.
O próprio George Martin ria quando lhe falavam em drogas. A loucura estava mais nos arranjos e estes... eram escritos por ele mesmo, um véio caretão.
Beijo.
Errata: "mas a surpresa daqui destrói o rigorismo dali".
acho que um dia terei de fazer uma experiência para descobrir se funciona mesmo...hahahah
não, imagina. até porque, se funcionasse meu trabalho passaria a depender disso. e seria um baita problema.
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