Sunday, August 12, 2007

Tudo bem: que cigarros têm todo um charme e que são algo muito sexy –se a pessoa souber utilizá-los a seu favor - admito. Agora, como é que surgiu esse glamour decadente das drogas (leia-se as ilícitas, coisinhas mais “pesadas”....), do excesso, da ressaca?! Não entendo. Será que meu senso estético está quadrado, careta demais ou simplesmente desatualizado (tudo menos brega)...? Não, do meu bom gosto estou segura. Afinal, não pode haver beleza numa mistura em que constam uma maquiagem borrada, uma cara de podridão/ressaca/acabei de vomitar, umas roupas enormes e sem a menor preocupação no quesito combinbação, uns rostos chupados, uns ossos aparecendo, uns cabelos mal cuidados...enfim, toda aquela (des)elegância de quem posa para uma foto quase caindo no chão, com equilíbrio apenas para segurar a garrafa e o cigarro. Né?

O primeiro exemplo que eu conheci desse tipo de comportamento/padrão de beleza foi o das gêmeas Mary Kate &Ashley (as Olsen) pós maioridade, que ilustram mais o estilo que o comportamento sobre o qual escrevo esse texto. Pois é, elas: aquelas menininhas que, quando criancinhas e até o início da adolescência costumavam ser as queridinhas dos EUA, por causa de seus filminhos em que se vestiam iguaizinhas, de cabelinho penteadinho e vestidinho abaixo do joelho cor de rosa – isto é, uma de rosinha e outra de azulzinho- cresceram e se rebelaram. Continuam parecidíssimas uma em relação à outra, mas mudaram do 8 para o 80. A pose atual das meninas freqüentadoras das festas mais badaladas(odeio esse termo) entre as celebridades e vips em qualquer evento de moda, caracteriza-se pelo uso de bolsas gigantescas, com óculos gigantescos, roupas gigantescas; enfim, tudo gigantesco sobre corpinhos esqueléticos. E, para completar – havia de ter algo relativo a um vício-, um copo GIGANTE de café da Starbucks.




(Antes)







(depois)

Pois bem: até as Olsen eu não via nada de muito extravagante, afinal, a moda, de uns tempos pra cá, anda meio bagunçada, com liberdade exagerada e essa mania excessiva de high-low. Logo, era de se esperar que algumas pessoas perdessem o bom senso. Porém, tudo mudou quando vi Cory Kennedy. Fiquei pasma. Como pode uma criatura naquele estado virar um ícone de estilo, uma inspiração para tantas adolescentes?! Para onde foram as bonequias dos anos cinqüenta? Me diz! E o que será de Audrey Hepburn daqui em diante? Estou perplexa.

Para não ficarem confusos diante da minha indignação, releiam o primeiro parágrafo desse post, em que descrevi toda estética junkie e em seguida olhem as fotos abaixo, fazendo a relação palavra-imagem. Se não concordarem com a minha decepção e acharem a rainha cool/junkie, extremamente atraente, mais bela que a Vênus, mais sexy que a Marilyn Monroe e que a Brigitte Bardot; por favor, DIGAM/COMENTEM. Caso a maioria dos "comentaristas" (um deles já bastaria para sê-la nesse meu blog baladíssimo) não compreenderem minha perplexidade/revolta, afirmando profundo encanto pelos olhos de ressaca de Cory, concluirei que o mundo está perdido e terei certeza de que todos enlouqueceram. Ou não: passarei a rever meus conceitos estéticos.



hum... fumacinha afrodisíaca....



cabelos defumados: hidrata melhor que escova progressiva.



equilíbrio.



e elegância.



classuda.




gostosura: coxas bem grossas e aquele hálito de ácido clorídrico...



polo negativo.




polo positivo.