Wednesday, May 30, 2007

“Sobre minha maior obsessão/inspiração dos últimos tempos: Maria Antonieta.”

(parte I)

Falarei então sobre essa personalidade e também a respeito do filme de Sofia Copolla baseado em uma de suas biografias.
Começando pelo que mais gosto de fazer, criticarei a revolta das pessoas contra a glamurização desta figura no filme de Copolla. PAREM, pelamordedeus, de dizer que a verdadeira MA era uma gastadeira, egoísta, que tinha seus prazeres a custo da fome dos outros e, por isso, está retratada errôneamente no filme que há pouco saiu de cartaz. Ela até pode ter tido gastos absurdos, mas será mesmo que tinha noção do que suas despesas representavam no país? Sabem que eu ouvi dizer que ela praticava caridade.

E será mesmo que disse: "Se não tem pão, que comam *bolo"? Sinto muito, mas história, na minha opinião, é quase sempre baseada em **fofocas. Talvez até tenha-se uma certeza maior da veracidade de certos fatos, provavelmente os mais recentes ou de que se tem um registro mais preciso. Todavia, poupem-me: ninguém aqui sabe, com exatidão, quem( ou "quens" ) foi o maldito fulano que espalhou para o povo que MA teria dito um absurdo desses e, portanto, se pode-se ou não confiar no tal.
Porém, sendo ou não verdade que ela disse a famosa frase citada, sabemos que, conforme o ditado, "quem conta um conto sempre aumenta um ponto", o que nos leva à conclusão de que, a frase foi certamente alterada nesses mais de duzentos anos desde seu pronunciamento. Já pensou? Devem ter sido milhares de boquinhas e bocões, pertencentes a indivíduos de cabeças pensantes ou ignorantes, das quais essa citação saiu.
Por último, levando em conta a psossibilidade, que me parece mais uma impossibilidade, da rainha da França ter mesmo dito aquilo sobre o que estamos falando, perdoemos a pobrezinha (e não estou sendo irônica!): a coitada (ou sortuda?) era uma alienada, que, com certeza, mal sabia do que se passava fora de Versailles.


*brioches
**e por isso que é tão interessante....

5 comments:

Anonymous said...

Gostei da parte das boquinhas e bocões...

Beijo

Anonymous said...

eu já fui para versalles e consegue sentir todo o clima de luxo e loucura dessa "deusa" do exager só de ver o forro das paredes do quarto dela.
tenho fotos de lá se tu quiser...

Anonymous said...

Talvez para se fazer a defesa do filme (que não vi) não seja necessário defender Maria Antonieta. Ou é?

O filme é o filme; Maria Ant., quem foi? E interessa quem ela foi a quem vê o filme? E quem vê o filme busca veracidade? Se busca, é ingênuo.

Dia desses, apareceu o seguinte comentário no meu blog, do qual transcrevo parte:

Assim vivemos: num mundo imaginário onde até mesmo a imagem de si mesmo é constructo imaginário. Por isso acredito piamente em TUDO que você escreve - o que é a mesma coisa que dizer: "não acredito em NADA" disso.

A imagem de MA foi constructo do roteirista, da diretora, dos atores e o que nos ficou é a obra de arte.

Outra coisa: palavras como alienação, consciência social, etc. são coisas bem recentes. Todo soberano estava onde estava por poder divino e foda-se. MA nasceu em 1755 e morreu em 1793 na Rev Francesa. Casou aos 14. Alienada? Mas como não seria??? Viveu em cortes. Acham que ela estava preocupada por ser chamada de Madame Déficit?

Mas creio vou ter que ver o filme. Deve ser bom e MA talvez seja apenas um pretexto para Sofia exercitar sua arte, não?

Besos.

Anonymous said...

Eu escrevi rapidamente e esqueci do que quero realmente saber.

E se MA foi autenticamente uma mulher má? Isto atrapalharia a tua fruição?

Do mesmo Milton acima.

Anonymous said...

já está na hora de postar de novo!


acho que sei a resposta para a pergunta acima,
ele não era malvada, ela só não conhecia a realidade, então tudo de absurdo e imoral que ela fazia parecia normal para ela.