Eu também vou reclamar....
Análise Geral do Filme/ Revolta contra os Críticos Petulantes e Quadradões:
(parte II)
O filme de Sofia Copolla, é,na minha opinião uma obra de arte. E já estamos no ponto X que eu pretendia chegar: sendo um filme artístico, é uma interpretação da diretora em relação a uma personalidade, e não um retrato da vida desta. Portanto, aceita omissões de importantes fatos históricos e não obrigatoriamente tem de se focar nesses. Se a filha de F. F. Copolla dirigiu um filme sobre Maria Antonieta, mulher que reinou na França durante a Queda da Bastilha, e privilegiou o figurino, os cenários, a trilha sonora, ao invés preocupar-se mais com a coerência histórica, pouco me importa(e pouco deveria importar aos malditos críticos). O que acabei de dizer, é que acho o filme maravilhoso, fascinante, enfim, genial, independente das falhas na parte histórica.
Além do mais, em um filme sobre o século XVIII, em que aparece um negro na corte, um all star no meio dos sapatos da rainha, e utiliza-se, especialmente, do rock, incluindo bandas como The Cure, New Order, The Strokes, Bow Wow Wow e etc; na trilha sonora, um retrato fiel da França de Luís XVI sairia um tanto esquisito. O filme dirigido por Sofia Copolla é ousado. É Inovador. É provacante. É encantador. Não ensina o processo da Revolução Francesa à ninguém, mas proporciona uma experiência artísitca fantástica. Não será utilizado, certamente, na disciplina de história, mas, potencialmente, na disciplina de artes.
Parabéns à figurinista, Milena Canonero, que adaptou o figurino do século XVIII, inserindo nele elementos que o tornaram atual, influenciando fortemente a moda do século XXI..*
Parabéns a Brian Reitzell, pela trilha sonora, que gerando contrastes, tornou as cenas ainda mais belas. Perfeito casamento de imagem e som (relação indispensável ao filme)!
E, é claro, parabéns à Sofia Copolla, diretora do filme, que reuiniu uma equipe maravilhosa, fez um belíssimo trabalho, mas, infelizmente, foi mal compreendida (assim como eu, vejam mais adiante!) pela crítica.
*Na parte estética, parabenização também a Jean-Luc Russier (maquiagem), Odile Gilbert (cabelos) e Benoît Peclin (DOCES! Macarrons em especial...).
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