A imprensa anda cada dia mais "divertida"...
1. Por que a imprensa odeia tanto o Caetano?! Só pode ser dor de cotovelo... O cara respira e já arranjam uma implicância nova. Parece até que estamos de volta aos anos 60-70, quando achavam que tudo que ele dizia ou fazia era subversivo, contra o país... Prmeiro passam a julgar ele por um momento de fraqueza que ele teve ao se irritar com aincompetância da Emetevê em um show. Depois, distorcem completamente o que o homem disse quanto aos candidatos à presidência doe Estados Unidos, levando a afirmação "Prefiro preto à mulher" pro lado sexual, quando tratava-se de um comentário em relação ao modo de governar de cada um (posteriormente ele modificou a frase:“Talvez eu tenha dito que prefiro à causa dos negros à causa das mulheres”). E agora, deram pra falar mal do show dele com o Roberto. Ok, criticar arte também faço, mas que critiquem direito!
Para mais informações, o blog do mestre:
www.obraemprogresso.com.br
2.Estou seriamente pensando em assinar a Veja. Assim, quando estiver querendo me divertir, tenho algo pra ler... Para quem está atrás de diversão, recomendo a Veja da semana retrasada, entitulada "O inssino no Brasiu è otimo". Abrindo a revista, espera-se uma crítica à qualidade do ensino brasileiro em termos de formação de lógica e, principalmente de expressão escrita. No entanto, a reportagem surpreende, criticando a falta de formação dos professores, principalmente os de esquerda(ou não de extrema direita) e a "doutrinação" que estes fazem com os alunos (em momento algum se fala que os estudantes mal sabem escrever, como sugere a capa). A palavra aparece entre aspas, pois a revista passa a considerar a equação formar=doutrinar, alegando que todos os educadores que acreditam ser mais importante formar cidadãos a simplesmente ensinar a matéria, serem doutrinadores (pelamordedeus!!!!).
A reportagem possui uma série de equívocos,como quando afirma que atualmente as máquinas não tiram mais empregos e que dizer que o fazem é não capacitar os alunos para o mundo em que vivemos, em que a tecnologia é reponsável por muitos empregos(a matéria coloca, inclusive, que no século dezenove a industrialização foi responsável por tirar nove em cada dez pessoas da pobreza). Ela faz isso no intuito de criticar um professor anchietano que, ao ensinar Revolução Industrial , explicou que o desemprego até hoje pode ser causado por melhorias tecnológicas, sugerindo que os filhos de empresários questionassem seus pais a respeito do assunto, isto é, se eles estavam contribuindo para o desmprego.
Duas críticas construtivas:
Primeiro: é impossível falar de Revolução Industrial sem citar desemprego ou sem criticar grandes empresários da época, e isso não é nenhuma esquerdização, mas uma narração de fatos históricos.
Segundo: já que a Veja é alienada e pensa que vivemos em um mundo cor-de-rosa, gostaria de citar o Iguatemi de Porto Alegre como exeplo de empresa que tira empregos ao adotar tecnologias, como fez há alguns anos em seu estacionamento.
Há outras aberrações na reportagem e, como sempre, a revista voltou a atucanar o finado Guevara. Dessa vez, não o chamou de fedorento como anteriormente, mas chegou ao ponto de afrmar que Che só serviu para enriquecer empresários do ramo da moda com as estampas da foto lendária do revolucionário. Esse absurdo se deu na tentativa de refutar um livro de história que explicava que o argentino poderia ter se dedicado à medicina e ter levado uma vida tanqüila e burguesa, mas, em vez disso, foi lutar pelos fracos e oprimidos (péssimo clichê de expressão, por sinal).Por fim, a Veja completa que o líder teria ajudado muito mais pessoas tornando-se médico e salvando inúmeras vidas com a descoberta de uma vacina (até porque, isso só um médico muito incompetente não faz, basta ver como surgem milhões de novas vacinas por ano).
Ah, lembrei de mais uma: a revista parece indignada com o fato de os professores se identificarem mais com Paulo Freire do que com Einstein. Okay, ñão entendi o porquê. Afinal, é lógico que, como EDUCADORES, terão maior identificação com um EDUCADOR!
E, finalizando a leitura do texto da Veja, pode-se concluir que o feitiço virou contra o feiticeiro: na reportagem, critica-se o fato de os professores estarem esquerdizando os alunos, mas a revista faz o mesmo em sentido contrário com seus leitores, tentando direitizá-los, falando mal de qualquer coisa que pareça um pouco esquerdista e direcionando a opinião desses, como quando compara o ensino do Brasil com o da Finlândia, mostrando duas fotos: do primeiro país, uma sala simples com alunos de ensino fundamental e escola pública (provavelmente); do segundo, um laboratório de química com alunos de ensino médio. Baita trapaceiros!
Aiai, no mínimo, hilário. Confiram!
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2.Estou seriamente pensando em assinar a Veja. Assim, quando estiver querendo me divertir, tenho algo pra ler... Para quem está atrás de diversão, recomendo a Veja da semana retrasada, entitulada "O inssino no Brasiu è otimo". Abrindo a revista, espera-se uma crítica à qualidade do ensino brasileiro em termos de formação de lógica e, principalmente de expressão escrita. No entanto, a reportagem surpreende, criticando a falta de formação dos professores, principalmente os de esquerda(ou não de extrema direita) e a "doutrinação" que estes fazem com os alunos (em momento algum se fala que os estudantes mal sabem escrever, como sugere a capa). A palavra aparece entre aspas, pois a revista passa a considerar a equação formar=doutrinar, alegando que todos os educadores que acreditam ser mais importante formar cidadãos a simplesmente ensinar a matéria, serem doutrinadores (pelamordedeus!!!!).
A reportagem possui uma série de equívocos,como quando afirma que atualmente as máquinas não tiram mais empregos e que dizer que o fazem é não capacitar os alunos para o mundo em que vivemos, em que a tecnologia é reponsável por muitos empregos(a matéria coloca, inclusive, que no século dezenove a industrialização foi responsável por tirar nove em cada dez pessoas da pobreza). Ela faz isso no intuito de criticar um professor anchietano que, ao ensinar Revolução Industrial , explicou que o desemprego até hoje pode ser causado por melhorias tecnológicas, sugerindo que os filhos de empresários questionassem seus pais a respeito do assunto, isto é, se eles estavam contribuindo para o desmprego.
Duas críticas construtivas:
Primeiro: é impossível falar de Revolução Industrial sem citar desemprego ou sem criticar grandes empresários da época, e isso não é nenhuma esquerdização, mas uma narração de fatos históricos.
Segundo: já que a Veja é alienada e pensa que vivemos em um mundo cor-de-rosa, gostaria de citar o Iguatemi de Porto Alegre como exeplo de empresa que tira empregos ao adotar tecnologias, como fez há alguns anos em seu estacionamento.
Há outras aberrações na reportagem e, como sempre, a revista voltou a atucanar o finado Guevara. Dessa vez, não o chamou de fedorento como anteriormente, mas chegou ao ponto de afrmar que Che só serviu para enriquecer empresários do ramo da moda com as estampas da foto lendária do revolucionário. Esse absurdo se deu na tentativa de refutar um livro de história que explicava que o argentino poderia ter se dedicado à medicina e ter levado uma vida tanqüila e burguesa, mas, em vez disso, foi lutar pelos fracos e oprimidos (péssimo clichê de expressão, por sinal).Por fim, a Veja completa que o líder teria ajudado muito mais pessoas tornando-se médico e salvando inúmeras vidas com a descoberta de uma vacina (até porque, isso só um médico muito incompetente não faz, basta ver como surgem milhões de novas vacinas por ano).
Ah, lembrei de mais uma: a revista parece indignada com o fato de os professores se identificarem mais com Paulo Freire do que com Einstein. Okay, ñão entendi o porquê. Afinal, é lógico que, como EDUCADORES, terão maior identificação com um EDUCADOR!
E, finalizando a leitura do texto da Veja, pode-se concluir que o feitiço virou contra o feiticeiro: na reportagem, critica-se o fato de os professores estarem esquerdizando os alunos, mas a revista faz o mesmo em sentido contrário com seus leitores, tentando direitizá-los, falando mal de qualquer coisa que pareça um pouco esquerdista e direcionando a opinião desses, como quando compara o ensino do Brasil com o da Finlândia, mostrando duas fotos: do primeiro país, uma sala simples com alunos de ensino fundamental e escola pública (provavelmente); do segundo, um laboratório de química com alunos de ensino médio. Baita trapaceiros!
Aiai, no mínimo, hilário. Confiram!


6 Comments:
A MASSA ACLAMA TUAS PALAVRAS E UMA GUTURAL VAIA CAI SOBRE O VENTRE DA REVISTA VEJA!
Tá, eu queria ser emotivo, mas, anyway, isso reflete o que eu penso.
veja? não é o nome da seção de humor da "seleções"?
ops, me enganei, é aquele folder como uma enorme variedade de propagandas e alguns textos sobre os produtos, realmente, um marco na história da publicidade.
É pro-Í-bi-do proibir....
e sobre a veja, vale a pena assinar,
as páginas amarelas são ótimas, sempre com uma entrevista séria...
as fofocas são as melhores, e tem uma página com as melhores frases da semana e as do lula são de matar...
só tu goldi...
eu literalmente ri lendo a 'veja do paulo.'
um motivo pra assianr a veja: agora, se tu pagar dez pila a mais pela revista, tu leva um dos '50 maiores clássicos do cinema.' tipo, imperdível
ah, sobre o caetano. não falaram mal dele; falaram, sim, mal dele quando JUNTO com o roberto carlos :)
Muito bom isso aqui, Cindi! Vim pulando de galho em galho blogosfera a fora (ou a dentro) e caí aqui.
Adorei o texto sobre o Caetano, mas não tinha como comentar lá! Então comento aqui!
Há tempos não via uma defesa tão convicta do Caetano _ eu mesma que já fiz tantas, começo a fraquejar. Mas criticar caetano com base numa comparaçnao com chico é a mais estúpida das críticas. Assino embaixo de tido o que vc disse, e complemento (com Caetano): O juri ´´muito simpático, mas é incompetente!
Bjs, prazer em conhecê-la, Flávia
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