Classifiquemos a minha iniciativa de criar este blog como:
A)ação social afetiva
b)ação social tradicional
c)ação social racional conforme valor
d)ação social racional conforme fim
Ok, agora façamos de conta que escrevo aqui em uma prova de sociologia:
“Pode-se afirmar que criar um blog é uma ação social afetiva, pelo fato de que, crio um blog toda vez em que me apaixono.” Não, não... risca! Eu até já tentei começar muitos blogs anteriormente, mas não necessariamente estando apaixonda e, muito menos, a paixão ter sido a causa deste ato.
Recomeçando: “Podemos afirmar que criar um blog é uma ação social tradicional, porque todo ano crio um blog e isso acabou virando um costume.” Será? Bom, acho que também não serve, já que eu sempre dei preferência aos primitivos diários -ou agendas, já que o termo anterior tornou-se arcaico. O porquê desta opção?Bom, devo confessar que sempre tive uma dificuldade SOBRENATURAL com as máquinas (que, como já devem ter ouvido de mim, dominarão o mundo com sua índole revoltada.) e, mais ainda, com a memorização de senhas – sim, é constrangedor admitir isso, mas, já fui forçada a abandonar vários blogs graças ao meu cabeção ( que, como bem sabe o orkut, está sempre nas nuvens).
Mas, chega de lengas: “Criar um blog, pode ser classificado como uma ação social racional conforme valor, já que penso que toda pessoa com um nível intelectual pelo menos razoável deve manter um, no qual compartilhe com seus leitores opiniões a respeito de cultura, política e besteirinhas.” Haha... até parece! Como se todas as pessoas razoavelmente cultas mantivessem blogs (aqui poderia citar no mínimo dez pessoas, as quais admiro intelectualmente e não têm páginas na internet onde postam aquilo que escrevem).
Resta-me a ação social racional conforme fim: “Criar um blog pode ser uma ação social........................., já que é realizada no intuito de atingir um nível excelente de linguagem escrita através da prática diária em um blog.” E, veja só: acabo de constatar que a velha teoria de Max Weber não se enquadra na classificação do meu ato, até porquê, na época em que ele a criou não havia internet, impossibilitando de testar sua taxionomia das ações nesta iniciativa, hoje tão corriqueira.
Será mesmo possível tamanha falha da parte de uma mente tão brilhante? Não. Como bem sabemos (espero), o próprio Weber dizia que uma ação é, quase sempre, uma combinação de duas ou mais das que citei aqui. Portanto, desisito da tarefa. Sintam-se livres para formular análises a respeito da ação social que aqui tentei classificar.
Dã.
Parabéns, caro leitor, se você teve a santa paciência de ler essa babozeira até o fim.
E desculpem-me se, no momento, sentem-se revoltados por terem desperdiçado tanto tempo (imagino) diante dessa inutilidade.
Pelo menos, agora já sabem: só escrevo frivolidades. A opção é de vocês, brasileiros, se quiserem, podem nunca mais passar por aqui. Afinal, DESLIGUE O PC E VÁ LER UM LIVRO!
Mas, convenhamos, mesmo que o meu blog fosse digno de ser lido, há coisas muito melhores. Sugestões? Aqui está a minha listinha de autores que recomendo, tendo ou não lido:
Joestein Gaarder - Esse aí fez meu interesse por filosofia crescer. Acho que tá na hora de ler mais alguma coisa além do Mundo de Sofia, quem sabe, O Dia do Curinga.
Ewan MCEwan -Recomendo Sábado e Reparação, mas espero em breve poder dar mais sugestões.
Kafka- Li uns contos, mas o que queria mesmo era O Processo .
Dostoievski -Quem sabe eu tomo coragem e enfrento Crime e Castigo ou, melhor ainda, Os Irmãos Karamazov? Mas que desta vez o livro não seja da coleção das capas bregas ( é óbvio que falo da série da Martin Claret).
Maupassant - Andei lendo uns contos e… não sei muito sobre ele, então, não custa nada conhecer.
Nietzche - Adoro o ceticismo dele - acho necessário.
Schopenhauer- Ele faz umas reflexões muito boas sobre arte, e, principalmente, música, ou seja, o que há de mais importante nessa vida.
Sartre -Tá, todo mundo sabe que é essencial.
Simone de Beauvoir -Porque ela é uma revoluvionária e, se é para ler Sartre, não dá para esquecer dela.
Roald Dahl -Ah, pára! Por mais que as histórias dele façam parte de um universo infantil, temos que admitir a genialidade do coitado! Afinal, quem não ama Matilda ou Willy Wonka?
Thomas Mann -Alguém pode me dizer se A Montanha Mágica ou os Buddenbrooks são tão ou mais chatos quanto Tonio Kroeger? Se não forem, sentirei-me aliviada.
Henry Miller -Esse é o cara que escrevia coisas “obscenas” que levaram trinta anos para poderem ser comercializadas legalmente nos EUA. Nem preciso dizer que, não havia nda de tão feio assim além das palavrinhas chulas, somente a realidade. E quem disse que a arte não deve retratar o real?
Salinger -Meu namorado leu e amou. Quer mais algum motivo? Sem dúvidas. Então tá: disseram-me que em O Apanhador no Campo de Centeio há um dos diálogos mais engraçados já escritos.
Kurt Vonnegut – É o velhinho mais hilário da face da terra. Faz críticas excelentes a respeito de tudo, principalmente do tão exemplar governo norte americano.
Erico Verissimo – Quem não acha as mulheres de O Tempo e o Vento admiráveis? Ou, no caso dos homens, o capitão Rodrigo? Então parem de se contentar em ter lido O Continente e terminem a trilogia de uma vez (prometo um dia fazer o mesmo)!
Machado de Assis – Dizem que é o maior escritor brsileiro. Ler para crer.
Marcia Tiburi – Eu li o Magnólia- Romance em 100 Fatos e Um Vôo de Inseto e, apesar de não ter compreendido muito bem, serviu-me de inspiração para uma escultura e deu início a uma eterna paixão por insetos. Portanto, quero terminar a Trilogia Íntima.
Inês Pedrosa – Há tempos uma amiga da minha mãe já vem me falando muitíssimo bem dessa portuguesa e, semana passada vi o nome dela da Bravo. Assim, já temos duas fontes confiáveis.
Chaga, o teclado já sofreu demais por hoje.
10 comments:
Eu li O Processo. É um livro BEM pesado, muito mais que a Metamorfose. Dá pra ler, assim, se tiver disposição.
Eu comecei a ler Os Irmãos Karamazov numa viagem. Acabou a viagem, eu parei de ler. Mas era interessante.
A Montanha Mágica é um livro COMPRIDO. Não que seja chato, mas é que ele é extenso, sabe. Ele tem tantas páginas quanto Senhor dos Anéis e a fonte da impressão é maior, mas continua muito mais extenso. Porque acontece pouca coisa em muita escrita. É muito mais interpretação e subjetividade que ação. Mas é meu livro preferidodetodosostempos.
não sei se eu posso confiar em ti, arthur.
uau, por que não? :z
tô brincando contigo.
(na verdade disse isso porque, se fosse entrar em detalhes iniciaria-se uma eterna discussão, devido a tua teimosia)
(uma eterna discussão seria conveniente, dado que o número de comentários aumentaria ad infinitum e teu blog pareceria super badalado)
aim,arthur! o blog da carol parecia super badalado,pra mim,iniciante aqui. mas ok,devo dizer que me deleitei com o texto. gostei mesmo.
e briguinha em guestbook é pra ralé. AHAHA
era 'sim' ao invés de 'aim',ali. :P
estou encontrando certas dificuldades em comentar, sera que deu certo???? que coisa, beijo, alis, gostei da parte do salinger
É, está na hora de escrever algo novo... que passem essas malditas provas!
Coincidência: o blog que tem meu nome e que é, afinal, um dos que mais escrevo, iniciou-se em maio de 2003 com um texto que falava mal do Luís Augusto Fischer e bem de "A Montanha Mágica". Se tiveres curiosidade, ele está exatamente aqui: http://www.verbeat.org/blogs/miltonribeiro/arquivos/2003/05/do_leitor_norma.html .
Porém, se não gostaste dos Buddenbrook e do Kroeger, é quase certo que a Montanha será um martírio. O ritmo é o mesmo - talvez ainda mais lento e com longas digressões sobre o tempo -, a aparente indireção é a mesma; porém, há muita filosofia e um quarteto de personagens inesquecíveis: Settembrini, Naphta, Hans Castorp e, hummmmm, Clawdia Chauchat.
Na minha opinião, devias radicalizar e pegar logo o melhor dele: Doutor Fausto. Só o diálogo com o demônio vale por muitos e muitos livros.
Chega! Beijo.
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